segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Vale de Cavalos - CÔTA - FOTOS da atividade a 15 de Setembro



O lugar de Vale de Cavalos, situado a norte da freguesia de Côta, junto ao limite do Concelho de Viseu com o de Vila Nova de Paiva, caracteriza-se por ser um local de grande interesse paisagístico com uma enorme diversidade da fauna e flora, assim como elementos de interesse histórico e patrimonial.

O topónimo "Vale de Cavalos" apresenta duas hipóteses:

1. Dever-se-à ao facto de neste vale, em tempos recuados, aí terem existidos cavalos selvagens, devido aos terrenos serem bastantes produtivos com uma enorme variedade vegetativa e água abundante.
2. A proximidade da estrada romana que ligava Viseu a Lamego. Provavelmente ter-se-à criado, precisamente neste vale, um local de descanso e troca de animais (cavalos).
Estas são as duas hipóteses teoricas geralmente consideradas para a explicação do referido topónimo.


Desde 1941 a Direcção de Serviços Florestais, desenvolveu um projecto de criação de um viveiro de plantas e arbustos com a plantação de diversas espécies de árvores.
Para esse efeito, foram construídas estruturas de apoio administrativo, logístico e de vigilância aos trabalhos implícitos.
Os recursos humanos necessários para a execução dos trabalhos chegaram a atingir mais de meia centena de funcionários.
A importância do projecto é reforçada pela existência de um " mestre florestal" cuja habitação - umas das muitas casas florestais ainda existentes no país - se localiza precisamente na entrada do Parque, sendo também coincidente com o local onde se dá início ao percurso pedestre.
Também poderemos visualizar  outras construções  de apoio, assim como as habitações construidas para os restantes funcionários, que nos transmitem a noção da grandeza de tal projecto!


Nos viveiros de Vales de Cavalos produziam-se muitas quantidades de varidas plantas que serviam para os seguintes fins:

1 - Arborização, pelos serviços florestais, de terrenos administrativos.
2 - Fornecimento a entidades públicas e privadas mediante requisição.

As espécies mais produzidas eram:
- Pinheiro bravo
- Pinheiro Francês
- Cedros (várias espécies)
- Carvalho
- Castanheiro
- Bétula
- Pseudopsuga
- Choupo
- Freixo
- Plátanos
- Plantas para arbustos e sebes de jardins.


Muito embora este local paradisíaco tenha sido palco de muito trabalho e consequente produção, a partir dos anos sessenta, com o enorme fluxo de emigração, muitos dos funcionários abandonaram o local.

Atualmente, apenas o Centro Experimental de Caprinicultura faz a utilização do espaço.


Recentemente a implementação da Rota do Vale de Cavalos veio potenciar e dinamizar as diversas vertentes promissoras  deste tão encantador Vale!
  
   
 

















































Promoção e comportamentos de Vida Saudável e Feliz.
Adefacec2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Federação - Eleições - Vitória esmagadora da lista A.

Num total de 5 elementos a lista A elegeu 4 para o Conselho Regional Norte da Federaçao de Campismo e Montanhismo de Portugal.
A Adefacec dá os Parabéns a todos os elementos da lista.
Um dos elementos que foi eleito é o nosso companheiro e amigo da Adefacec Américo Martins.
obrigado amigo por teres aceite este desafio!
Acredito no início de mudança, pois foi dado o primeiro grande passo!


Promoção de comportamentos de vida saudável e feliz.
adefacec2012.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Federação - Eleições Conselho Regional Norte Dia 1 de Setembro

Gostaria de publicamente expressar o meu apoio, incondicional, à candidatura da lista A ao Conselho Regional Norte da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.
Acredito na mudança, porque sobretudo conhecendo as pessoas que a componhem, sei que serão a garantia do rigoroso cumprimento do programa da candidatura.
A esperança é eterna, porque a alternativa é seguramente valiosa.
Força companheiros!
Lista A 
A mudança


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Memórias - VIII Marcha Nacional de Veteranos - 2/5 Outubro 2003 - Sintra



VIII Marcha Nacional de Veteranos
Sintra e Costa do Oeste
3/5 de Outubro de 2003

 
Quis o destino que a bonita localidade de Azóia, situada a curta distância da zona mais ocidental da Europa – o Cabo da Roca – recebesse de 3 a 5 de Outubro de 2003, num belíssimo dia de Sol, cerca de 130 montanheiros vindos dos mais diversos pontos do país (Olá Açores!) para a VIII Marcha Nacional de Veteranos numa organização do CIMO/F.P.C.


Inaugurou-se o troço da GR 11 – E 9 "Caminho do Atlântico" do “Caminho de Santiago”, um percurso pedestre transeuropeu que se inicia em São Petersburgo (Rússia), decorrendo pela Costa Norte da Europa, passando pela Corunha e Santiago de Compostela, entrando em Portugal por Valença e terminando no Cabo de S. Vicente.

Foram feitos agradecimentos à Câmara Municipal de Sintra, na pessoa da Dr.ª Teresa Ramilo (grande amante deste desporto), ao técnico Luís Jacinto e à Federação Portuguesa de Campismo, na pessoa do seu director técnico, Joaquim Gonçalves. Terminado o protocolo iniciou-se a "VIII Marcha Nacional de Veteranos", com uma esplêndida paisagem de fundo e na companhia dos montanheiros da Associação Desportiva da Efacec, que integravam a comitiva.

Mochila às costas e pés ao caminho, os 14 km da jornada prometiam! A disposição era boa e da curiosidade nem se fala.

Ulgueira com as ruas pequeninas e as suas casas tão arranjadas era um encanto! Rumámos para Oeste, passámos por trilhos que circundavam pequenas colinas, escondendo-se algumas vezes em enormes canaviais. Bem lá longe, avistámos a imensidão terna e cristalina do mar. Estava consumada talvez a mais feliz união do cosmos - o Mar e a Serra!!!

Por arribas enormes, numa sucessão de falésias, palmilhámos 306 degraus que nos proporcionaram viajar cerca de 25 milhões de anos no tempo. Testemunhámos estupefactos, tatuadas na rocha, pegadas de seres dessa época – os dinossauros. Estávamos em plena Praia Grande - quiçá o seu nome advém desses míticos e enormes seres!

O Sol queimava! Estávamos a necessitar de parar um pouco, ordenar as nossas emoções, repousar o nosso corpo e saciar o nosso estômago! Praia das Maçãs foi a anfitriã de tão fortes argumentos.

Bem à nossa frente pudemos contemplar arribas quase verticais, encontrando dunas primárias e embrionárias. Areias repousavam em faixas rochosas, sendo habitat natural de feno-das-areias, cruce marítima, morganheira-das-praias ou a barrilha espinhosa. Sempre na orla marítima e no sentido Sul-Norte, deparámos, bem lá ao longe, com uma minúscula chaminé, depois um telhado, a seguir uma varanda e assim sucessivamente. Sim, estávamos na presença de uma das mais pitorescas aldeias portuguesas – Azenhas do Mar – um autêntico presépio vivo! A nossa alma encheu-se com este contemplativo momento que lhe oferecemos.

Dunas fosseis, em plataformas litorais calcárias que sobressaíam em todo o tecido verde formado em seu redor, puderam ser apreciadas na Praia de seu nome: Aguda. Entre o lagarto que vimos, o peneireiro-comum, o melro azul e o rabirruivo que não vislumbrámos, sobrou-nos algum suor do corpo e ficou-nos muita, mas muita emoção na alma! Magoito foi o culminar da nossa marcha, mergulhada no cristalino e suave azul do oceano.
Ficou-nos perpetuada na memória a brisa, o aroma, o sabor e o sentir de um dia inesquecível.

Sintra e o seu Parque Natural, orgulha-se, desde 1995, de pertencer ao "Património Mundial da UNESCO", categoria de Paisagem Cultural.

Assim, os montanheiros da Efacec, poder-se-ão orgulhar de ter palmilhado trilhos destas belas terras de Sintra, dando, desta forma, o seu contributo para a divulgação, o crescimento e engrandecimento do montanhismo/pedestrianismo no nosso país.

Texto: F. Beça.
Fotos: F. Beça|M. Maia



















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