sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Cartaz de Encerramento 2009


É com enorme satisfação que a Adefacec tem o prazer
De a/o convidar para o derradeiro evento de montanha de 2009
Marcha/Festa de Encerramento
12 Dezembro de 2009
Sábado


clicar< >

Designação: "Pateira de Fermentelos”

Local e Hora
Da actividade : Óis da Ribeira-Parque de Lazer -10:00

Âmbito do percurso: Cultural e Paisagístico

Distância a percorrer: 7 Km
Dificuldade: Baixa
Data: 12.12.09 (Sábado)
EFACEC:
Local de Encontro e Hora: Efacec-Arroteia Parque C - 07:45

Taxa Inscrição :
(Inclui: Transporte, Almoço, Lembranças,
Sorteios, Animação Musical e Karaoke )
Sócios: 10 Euros
Não Sócios: 15 Euros
Até aos 12 anos: 50%
Data limite das inscrições: 09.12.2009

Retrospectiva fotográfica de todas as actividades de 2009
manuel.maia@efacec.pt: 229 562 301; 917 449 907;
917 159 204: Fax: 229 562 888


Como habitualmente, iremos fazer a nossa marcha de encerramento das actividades de montanha de 2009, num local que foi objecto de uma criteriosa escolha.
Fica localizado entre os Concelhos de Águeda, Aveiro, Oliveira do Bairro e na confluência do rio Cértima com o Águeda. Está inserido na bacia hidrográfica do Rio Vouga, incluído na zona de protecção especial da Ria de Aveiro e integrado na Rede Natura 2000. Com uma área aproximada de 5 Km2, contempla uma importante e extensa zona húmida. Referimo-nos a um dos maiores lagos naturais da Península Ibérica - A Pateira de Fermentelos. O percurso que iremos fazer, desenvolve-se num espaço natural e de rara beleza. Carvalhos, loureiros, amieiros, choupos, eucaliptos e freixos, fazem parte integrante da paisagem. Nas zonas mais húmidas, podemos observar o caniço e o bunho. Aliás, ao longo de todo o trilho, destacamos uma enorme diversidade biológica. Na etimologia da palavra Pateira, verificamos que a mesma sugere um local onde abundam patos. Assim, poderemos avistar o pato-bravo, o perna-longa, o guarda-rios e o galeirão, assim como algumas aves de rapina, passeriformes e anatídeos e várias espécies de garças, destacando a garça-vermelha. A lontra, o ouriço cacheiro e a raposa também poderão igualmente ser observados nesta bonita e extensa zona. São ainda perceptíveis vestígios de actividades do passado, ligadas à geologia, ao património histórico e local e às actividades tradicionais. Destaque para as bateiras, pequenas embarcações de madeira, que se encontram ancoradas tanto nas margens da lagoa como nas do rio Cértima ou Águeda.
Tratando-se da derradeira actividade de montanha de 2009, queremos reunir todos os Montanheiros/Pedestrianistas que ao longo do ano nos deram o enorme prazer da sua presença. Obviamente, queremos também contar com todos aqueles que ainda não tiveram oportunidade de passarem connosco momentos únicos de grande satisfação, salutar convívio, partilha e conhecimento, sempre em perfeita interligação e plena comunhão com a Mãe Natureza! Os nossos usos e costumes, a riqueza e variedade da nossa gastronomia, da nossa música, dos nossos dialectos, das nossas assimetrias e diferenças mas sobretudo de tudo aquilo que nos une. Sem dúvida que tal, constitui um importante contributo para nos ajudar a perceber um pouco melhor as nossas raízes como povo e a diversidade e encanto da nossa paisagem num território singularmente pequeno, singelo, mas incomensuravelmente belo e genuíno! E será caminhando e cuidando do corpo, que encontramos a mais adequada forma para admirarmos, assimilarmos e interiorizarmos, o esplendor da paisagem e recebermos em troca uma panóplia de valiosa informação, energia e sobretudo muita paz de espírito. E assim, caminhando, estamos indiscutivelmente a tratar do corpo e a cuidar da mente!
Sendo uma zona de fácil acesso, plana, ladeando a lagoa, o Águeda e o Cértima, atravessando as freguesias de Óis da Ribeira e Espinhel, com um percurso interessantíssimo e pensado objectivamente em todas as idades, cremos que a Pateira de Fermentelos reunirá todas as condições para, uma vez mais, encerrarmos com “Chave d’Oiro” mais um ano de intensa actividade de montanha da Associação Desportiva da Efacec - Adefacec.

PROMOÇÃO DE COMPORTAMENTOS DE VIDA SAUDÁVEL.
adefacec2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Pedestrianismo: Nova revista "Itinerante" chega amanhã às bancas


Chega amanhã 25 de Novembro às bancas uma nova revista destinada aos amantes do pedestrianismo. Com tiragem de 10 mil exemplares e preço de 6,50 euros, a Itinerante terá propostas de trilhos com descrição GPS e cartas topográficas. Sai de quatro em quatro meses

nova publicação vai disponibilizar propostas de trilhos que foram analisados pelos redactores, incluindo indicações GPS e uma carta topográfica, com o objectivo de permitir aos seus leitores "escolher os que mais lhes interessam e percorre-los em autonomia, orientando-se pela carta topográfica, pela descrição do caminho e/ou pelo GPS".

O segundo número será lançado em Março de 2010 e terá como tema central caminhadas pelos faróis de Portugal. A Itinerante vai igualmente dispor de um site, acessível em www.itinerante.pt.

Refira-se que a publicação é parcialmente bilingue, com tradução para inglês, com o objectivo de chegar a um público mais vasto: os turistas estrangeiros amantes do trekking que visitam Portugal.

Dia 12.12.2009-Marcha/Festa de Encerramento das actividades de montanha da Adefacec de 2009







alguns olhares da Pateira de Fermentelos.

Depois da pequena caminhada faremos o nosso convívio
debruçados sobre a lagoa e no calor do "Pôr do Sol".
Brevemente disponibilizarei informação detalhada sobre o evento.

terça-feira, 24 de novembro de 2009


Na penumbra do Cávado.

Técnicas e normas básicas de segurança para percursos não sinalizados

 
Felizmente temos assistido a um crescendo de actividades de montanha desenvolvidas preferencialmente ao fim de semana e um pouco por todo o país.

Muitas dessas actividades são efectuadas por clubes, associações ou por pequenos grupos de amigos.

Na divulgação do evento deverá ser facultada obrigatoriamente informação sobre o percurso. Relativamente a este, será aconselhado mencionar o número de quilómetros a percorrer, se os declives são ou não acentuados, o tempo previsto de duração, e a completar todas estas informações o grau de dificuldade: Baixo, Baixo/Médio, Médio, Médio/Elevado, Elevado ou Muito Elevado.

Sugerimos que também se faça uma referência às condições atmosféricas. Deveremos igualmente dar algumas dicas sobre o equipamento mais adequado a utilizar para uma boa marcha.

Como sabemos, temos Pequenas Rotas (PR) com distâncias até 30 Km e Grandes Rotas (GR) + de 30Km. Tratam-se de percursos devidamente marcados e com sinalização adequada. Estes percursos não obrigam à presença de um Guia.

Assistimos também à realização de muitas actividades de montanha desenvolvidas em trilhos que não estão marcados. Esse tipo de actividade exige, para além de todas as recomendações utilizadas num trilho marcado, a necessidade de, pelo menos um Guia.

A marcação com fita sinalizadora do caminho certo torna-se assim indispensável. Não existe legislação sobre este assunto, no entanto manda o bom senso e alguma experiência, que as fitas deverão ser colocadas pelo(s) Guia(S) sempre em locais bem visíveis, do lado direito e ao nível dos olhos. A fita depois de atada, deverá ficar com cerca de 50 cm. Quando se trata de uma mudança de direcção deverão ser colocadas pelo menos 2 fitas quase seguidas. Uma no local da viragem e outra 5 metros à frente. Em trilho murado, que não ofereça qualquer possibilidade do pedestrianista/montanheiro se perder, as fitas, mesmo assim, nunca deverão ser colocadas a uma distância superior a 200 metros. Nas zonas urbanas deverão ser colocadas na quantidade necessária de forma a não suscitar qualquer possibilidade de engano. Em campo aberto, as fitas deverão ficar de maneira a que se consiga, estando junto a uma, visualizar a seguinte. Obviamente que as condições atmosféricas serão um factor preponderante.


Para além do guia, a organização da actividade deverá ter sempre um elemento que “fechará” a marcha. Este elemento da organização terá como responsabilidade não deixar que nenhum pedestrianista/montanheiro se atrase, sendo por conseguinte, sempre o último de todo o grupo. Terá ainda como tarefa o levantamento de todas as fitas que foram colocadas pelo(s) guia(s).

Consoante o número de participantes, a organização deverá distribuir vários elementos ao longo do percurso. Todos eles deverão estar em contacto permanente, via rádio, uns com os outros. Sugerimos 1 elemento da organização por cada 15/20 participantes.
À organização caberá igualmente a responsabilidade de fazer transportar ao longo do percurso uma ou várias caixas de 1º socorros (conforme o nº de participantes)
Assim como proporcionar a todos o fácil e rápido acesso a números de emergência e/ou às entidades locais.
As entidades organizadoras deverão fornecer igualmente a todos os intervenientes da actividade uma informação adequado do percurso, assim como zelar pela máxima segurança.

Se forem incrementadas e cumpridas com bom senso, pela organização, as normas básicas de segurança, conseguimos que todos os participantes usufruam de um óptimo, salutar e bem passado dia.

Pelo contrário, se não cumprirmos estas recomendações, arriscamos um dia, a ter uma actividade de montanha que ficará, tristemente marcada, na memória de todos.


Nota: Todas estas normas e técnicas são exclusivamente da minha autoria. Não consultei nenhum documento - porque simplesmente não existe. Foi baseado na experiência que tenho adquirido ao longo de anos, organizando eventos de montanha, alguns dos quais com 300 ou mais participantes ou caminhando em grupos mais restritos. Tendo passado por algumas situações bem complicadas, onde foram ignoradas pelos responsáveis da actividade, condutas e princípios básicos de segurança, levaram-me, de uma forma pedagógica, a deixar este documento. A Montanha dá-nos tudo, mas se não a respeitarmos, num ápice, tudo nos tira.

A Montanha é o nosso denominador comum. Tento partilhar aqui um pouco dessas emoções. O ver, o sentir, o dar, o receber.

As fotos revelam a beleza da Natureza



As fotos revelam o que de mais belo a Natureza tem.